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"Como lidar com as dificuldades da paternidade?" - Especial de Dia dos pais

Quando falamos das dificuldades em relação à paternidade, muitos pais (sobretudo os de primeira viagem) sentem-se acoados. Embora hoje muitas perspectivas que existam em relação ao conceito de família, ainda há uma grande incógnita quando se trata do papel do pai nesse primeiro grupo social da vida no qual somos inseridos. A paternidade por muitas das vezes não é tão questionada como o papel da maternidade e somado à uma cultura onde o pai ainda é visto como o principal provedor do lar (onde também se esquece o papel emocional que ele exerce sobre a criança), o papel do pai torna-se algo superficial e equivocado. Diante disso, é importante refletirmos sobre essas dificuldades sobre o papel da paternidade e o que os pais podem fazer para que possam melhorar e manter relações mais saudáveis com sua criança.


Podemos destacar três pilares principais para que as dificuldades da paternidade possam se tornar mais brandas e saudáveis de se passar. Vejam bem, "mais brandas", pois as dificuldades não deixarão de existir. Esses pilares principais são: proatividade, estreitamento de laços e conhecimento.


Quando falamos de proatividade, nos referimos à iniciativa de sair da zona de conforto. Para muitos pais, é cômodo que as tarefas de se cuidar de uma criança ou mesmo um recém-nascido sejam sempre responsabilidade da mãe. Sair da zona de conforto realmente é desafiador e doloroso, afinal, quanto menos "dor de cabeça" e preocupações melhor. Porém essas situações desconhecidas que nos colocam à prova e fazem parte da vida, podem ser encaradas de uma outra perspectiva. Sair da zona de conforto pode contribuir para o amadurecimento e o aprendizado sobre coisas novas. Um recém-nasico, por exemplo, é uma novidade para os pais. É um ser humano desconhecido e que desconhece o mundo. Que exige atenção e muitas interpretações, até que aprenda a se comunicar do modo como nós adultos conhecemos. Por isso ser proativo, além de contribuir com as tarefas e auxiliar as mamães, pode ser um novo meio para se descobrir nesse novo papel da paternidade.


Estreitar os laços também pode ser uma ótima forma de aproximar a família. Compreensão e afeto são fatores que caminham juntos para uma relação saudável seja com quem for. E não é diferente quando falamos do papel do pai com relação à mãe e filho(s). Aproveitar os momentos bons como a hora do banho ou o primeiro andar e não tão bons como um momento de doença, por exemplo, são formas de estreitar os laços. Se fazer presente também é uma responsabilidade paterna, que também abrange esse papel emocional do pai. A presença pode influenciar muito no desenvolvimento da criança. Por isso, esteja presente. As chances de se construir uma relação mais saudável com seu filho fará uma grande diferença no futuro.


Por último, mas não menos importante, aprofundar-se nos conhecimentos para exercer a paternidade é essencial. Áreas de conhecimento como a Biologia e a Psicologia podem auxiliar a compreender o que ocorre com o corpo da mulher no período da gestação ou como os bebês se desenvolvem experimentando seu ambiente, por exemplo. Adquirir conhecimento é uma ótima forma de responder a muitas dúvidas e desmistificar muitos assuntos considerados como tabus. E se possível, claro, faça terapia! A paternidade é um papel que compõe a identidade de muitos homens. Autoconhecimento e ressignificação de feridas passadas podem auxiliar a quebrar o ciclo da "paternidade isenta".


Tayná Brandão



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