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Câncer virou coadjuvante


O levantamento da Ipsos aponta uma queda expressiva na preocupação relacionada ao câncer.


Em 2018, 57% dos brasileiros diziam que os tumores eram um dos principais problemas de saúde que alguém poderia enfrentar.


Esse índice despencou pela metade em 2022: apenas 29% dos participantes disseram concordar com a frase do parágrafo anterior.


Damacena apresenta duas hipóteses para explicar essa diferença num espaço de tempo tão curto.


"Primeiro, o cenário do diagnóstico e do tratamento do câncer mudou. As taxas de sobrevida aumentaram consideravelmente em tempos recentes", diz.


O pesquisador entende que essa doença sempre esteve relacionada a um estigma muito grande, que evoca a ideia de finitude e morte.


É possível, porém, que os avanços nos exames e nos medicamentos estejam modificando aos poucos essas noções.


"Em segundo lugar, não podemos nos esquecer que a pesquisa capta o que está preocupando as pessoas naquele exato momento", acrescenta.


Ou seja: com a chegada da covid, uma condição nova e mortal, os tumores foram de certa maneira relegados a um segundo plano, como se fossem menos urgentes, avalia o representante da Ipsos.

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